Sabe quando um caminhão grande e pesado trava o trânsito? E vai se formando uma fila enorme atrás dele. Alguns carros com mais motor aproveitam as oportunidades e cortam todos. Somem. Outros vão ocupando brechas tentando chegar, cortam alguns, mas não saem da fila. Aqueles menos velozes, seguem resignados. Esses ou ficam irados ou apreciam uma música, como eu. Só sei que de alguma forma todos os carros vão chegar ao seu destino.
Na vida é assim também.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
OLHAR DA JANELA
Todos os dias ando 120 km de ônibus e quando não estou dormindo ou absorvida numa leitura, observo a reação das pessoas.
De manhã os homens são campeões do mau-humor. Pedi com toda educação ao rapaz da poltrona à frente que fechasse a janela, afinal o vento era todo para mim e inflava meus rebeldes cabelos, enrijecia minha pele e ardia meus olhos. Com toda indelicadeza ele fechou a janela, daquele jeito "na sua casa não tem geladeira?"
Estou aprendendo a tolerar o vento e as pessoas.
Certo dia uma família demonstrava entusiasmo como se a viagem fosse um passeio. Na verdade era um passeio o que para mim e tantos outros se tornara um fardo.
As filhas do casal fotografavam a beleza que nossos olhos acostumados de ver não percebiam mais. Então, mergulhei naquela aventura e resolvi olhar a paisagem bela e gratuita que passava pela janela. Como o cotidiano nos cega.
Nem mesmo o vento seco e alguns olhares cansados, nem eu, às vezes doente de cansaço ou preguiça, nada é capaz de apagar a vista da Serra do Estrondo, tão linda e da chegada a Palmas, uma visão nobre.
Nesse ir e vir muitas histórias ainda serão registradas aqui.
De manhã os homens são campeões do mau-humor. Pedi com toda educação ao rapaz da poltrona à frente que fechasse a janela, afinal o vento era todo para mim e inflava meus rebeldes cabelos, enrijecia minha pele e ardia meus olhos. Com toda indelicadeza ele fechou a janela, daquele jeito "na sua casa não tem geladeira?"
Estou aprendendo a tolerar o vento e as pessoas.
Certo dia uma família demonstrava entusiasmo como se a viagem fosse um passeio. Na verdade era um passeio o que para mim e tantos outros se tornara um fardo.
As filhas do casal fotografavam a beleza que nossos olhos acostumados de ver não percebiam mais. Então, mergulhei naquela aventura e resolvi olhar a paisagem bela e gratuita que passava pela janela. Como o cotidiano nos cega.
Nem mesmo o vento seco e alguns olhares cansados, nem eu, às vezes doente de cansaço ou preguiça, nada é capaz de apagar a vista da Serra do Estrondo, tão linda e da chegada a Palmas, uma visão nobre.
Nesse ir e vir muitas histórias ainda serão registradas aqui.
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