domingo, 14 de setembro de 2008

Acessórios

Um vestido verde não combinaria com uma sandália roxa se não fossem os colares, as pulseiras e brincos.
O que seria da mulher sem um acessório? Faltaria um pouco da folia de carnaval, da alegria de criança, do encanto do arco-iris.
O batom carmin, uma lingerie sensual, olhos pintados e a pantera está solta. Horas de salão e unhas de gata, horas de sol e pele de pecado. Ah, o que seria de nós sem os acessórios.
Num calor dos trópicos, o cheiro inebriante das colônias francesas, porque a água que lava permite o perfume que excita. Num calor do norte do Brasil, o frescor da mata Amazônica, das boticas, das frutas e flores, cores.
Nenhuma mulher é tão feia que não possa se ajeitar, primeiro encanta o próprio coração, com auto-estima depois toma um banho de salão, de loja, de natureza. E a beleza se faz, porque somos a peça adaptável a todo encanto.
E viva os acessórios, até mesmo os carrões, os homens, o dinheiro (belo acessório!) e viva o bom gosto, mesmo que seja verde e roxo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

E o meu cão me levou para passear

Estava toda prosa, admirando a evolução do meu pouco educado labrador, após exaustivos meses de adestramento. Passeávamos entre broncas e fungadas. O cachorro nem respirava direito e engasgava a cada puxão que eu dava.Insisti no passeio, quando surgiu na nossa frente nada mais, nada menos que uma miniatura de cão, latindo e encarando. O pequeno pinscher para mostrar que tamanho não é documento, não se fez de rogado diante do brutamontes que a essa altura já me arrastava sem se importar com meus berros.E eu, que era toda elegância, tropecei nas havaianas (só louca para andar assim com aquele pentelho) e saí catando mamonas no asfalto. Lá se foi a postura e também um pouco de pele, pois estatalei no chão. Só livrei a cara porque ela foi de encontro com o traseiro do Odin.E a miniatura não parava de latir e o meu fiel companheiro, agora livre das minhas mãos, era toda alegria porque achara um amiguinho para brincar. Nem se enxerga o louco!!!Bom, perdi um pouco da unha do pé, ralei o cotovelo e fiquei com muita raiva, do cachorrinho, é claro! Afinal, quem mandou encarar.Pelo menos uma vez fui levada para passear pelo meu cachorro, que de uma maneira brusca, retribuiu os poucos passeios que lhe proporcionava. Como lição, caminhamos todos os dias, vou de tênis e cheguei até em pensar em usar equipamentos de segurança. Sei é não passo na rua do tal monstrinho, nem sozinha.