Um viajante, passando pela casa de um monge Zen, perguntou admirado:
- Onde estão os teus móveis?
A que o monge respondeu, perguntando:
- E os teus?
- Mas eu... retrucou o viajante, estou só de passagem.
- Eu também – respondeu o monge. (conto Zen)
- Onde estão os teus móveis?
A que o monge respondeu, perguntando:
- E os teus?
- Mas eu... retrucou o viajante, estou só de passagem.
- Eu também – respondeu o monge. (conto Zen)
Embora de passagem, carregamos em nossas costas tantas coisas desnecessárias, supérfluas, talvez por desconhecer o que seja necessário ou não.
Disse o mestre Jesus:
" Não vos inquieteis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã já terá as suas preocupações. Basta a cada dia o seu trabalho."
Então, já sobrecarregados das dificuldades diárias ainda criamos necessidades que só nos trazem mais cargas. Preciso daquela roupa, como se não vivesse sem ela. Preciso comprar aquele lançamento, seja de qualquer coisa, como se não tê-lo me faria excluído, cabisbaixo.
Assim é o senso comum, meros meios de expressão do que o povo, de uma forma geral pensa ou são estimulados a pensar.
O senso comum alimenta , em nossa sociedade, a propaganda e a moda, sempre inventando o extraordinário, o novo e necessário. Gera a admiração, tornando os bens de consumo maravilhosos, miraculosos, mágicos.
A compulsão só é freiada pela crítica, ou senso crítico, que a ele se contrapõe. Trata-se de um filtro, uma malha que retém o que é válido e necessário e deixa passar o que não presta.
O senso crítico transforma aparentes certezas em incertezas, afirmações em perguntas, soluções em problemas.
O bom senso é objetivo, quantitativo, diferenciador.
Uma mochila pesada, cheia de excessivas bagagens, só torna a viagem cansativa e muitas vezes penosa. Melhor deixar o desnecessário e fazer a viagem carregando apenas os conhecimentos adquiridos pelos caminhos afora.

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