segunda-feira, 15 de setembro de 2008

CARPE DIEM


"Um piscológo passando pela rua observou algumas pessoas trabalhando em uma obra e resolveu perguntar ao primeiro homem que levava um carrinho-de-mãos cheio de pedras: - O que vc está fazendo?, respondeu aborrecido o homem: - Não vê que estou carregando pedras?. Ao segundo fez a mesma pergunta e esse resignado respondeu: - Carrego pedras. O terceiro homem também foi questionado e sorridente disse: - Estou construindo aquela Catedral. "

Pessoas reagem de formas diversas diante das dificuldades. Muitos se escondem debaixo da escada que os levaria ao topo ao invés de subir degrau por degrau. Outros, lamentam o peso e levam a escada nas costas. Talvéz não seja tão fácil entender a vida mesmo sabendo que pedras ou escadas sempre existirão. Servem para contruir!

domingo, 14 de setembro de 2008

Acessórios

Um vestido verde não combinaria com uma sandália roxa se não fossem os colares, as pulseiras e brincos.
O que seria da mulher sem um acessório? Faltaria um pouco da folia de carnaval, da alegria de criança, do encanto do arco-iris.
O batom carmin, uma lingerie sensual, olhos pintados e a pantera está solta. Horas de salão e unhas de gata, horas de sol e pele de pecado. Ah, o que seria de nós sem os acessórios.
Num calor dos trópicos, o cheiro inebriante das colônias francesas, porque a água que lava permite o perfume que excita. Num calor do norte do Brasil, o frescor da mata Amazônica, das boticas, das frutas e flores, cores.
Nenhuma mulher é tão feia que não possa se ajeitar, primeiro encanta o próprio coração, com auto-estima depois toma um banho de salão, de loja, de natureza. E a beleza se faz, porque somos a peça adaptável a todo encanto.
E viva os acessórios, até mesmo os carrões, os homens, o dinheiro (belo acessório!) e viva o bom gosto, mesmo que seja verde e roxo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

E o meu cão me levou para passear

Estava toda prosa, admirando a evolução do meu pouco educado labrador, após exaustivos meses de adestramento. Passeávamos entre broncas e fungadas. O cachorro nem respirava direito e engasgava a cada puxão que eu dava.Insisti no passeio, quando surgiu na nossa frente nada mais, nada menos que uma miniatura de cão, latindo e encarando. O pequeno pinscher para mostrar que tamanho não é documento, não se fez de rogado diante do brutamontes que a essa altura já me arrastava sem se importar com meus berros.E eu, que era toda elegância, tropecei nas havaianas (só louca para andar assim com aquele pentelho) e saí catando mamonas no asfalto. Lá se foi a postura e também um pouco de pele, pois estatalei no chão. Só livrei a cara porque ela foi de encontro com o traseiro do Odin.E a miniatura não parava de latir e o meu fiel companheiro, agora livre das minhas mãos, era toda alegria porque achara um amiguinho para brincar. Nem se enxerga o louco!!!Bom, perdi um pouco da unha do pé, ralei o cotovelo e fiquei com muita raiva, do cachorrinho, é claro! Afinal, quem mandou encarar.Pelo menos uma vez fui levada para passear pelo meu cachorro, que de uma maneira brusca, retribuiu os poucos passeios que lhe proporcionava. Como lição, caminhamos todos os dias, vou de tênis e cheguei até em pensar em usar equipamentos de segurança. Sei é não passo na rua do tal monstrinho, nem sozinha.

O Reverso da Mídia

Quem espera um jornalismo que apresente a real situação noticiada, precisa aprender algumas habilidades, como ler e escrever. Para transformar a notícia em informação é necessário fugir dos perigos da cultura de massa e da indústria cultural. É preciso construir o conhecimento e obter informações em outras fontes.
Quando ouvimos sobre corrupção não levamos em conta fatos históricos do País. No governo Itamar Franco foi deflagado o o escândalo dos Anões do Orçamento. Mudaram os personagens e títulos como mensalão, fraudes no BNDES, fraudes e fraudes. Os anões estão crescendo e aparecendo em nosso país ainda colônia, necessitado de quem mande e quem obedeça.
A mídia apresenta uma visão turbular dos acontecimentos. Dizia Suárez Abreu: "É como se olhássemos apenas a parte da realidade que ela nos permite olhar, e da maneira como ela quer que nós a interpretemos". Assim, quando ouvimos Jabor ou Alexandre Garcia, lavamos a alma. Incorporamos aos seus discursos a nossa vontade contida, medrosa, louca para pedir um basta.
As palavras, o desabafo de um brasileiro cansado de tando descaso faz parte de um discurso formado em nossos lares, em nosso trabalho, em nosso silêncio. Até quando vamos ficar assim: Em silêncio????
Nossos ídolos, jovens estudantes, grandes jornalistas que lutaram bravamente durante a ditadura e o Governo militar, deixaram apenas histórias que só estremecem as pessoas quando contadas nos filmes. Onde foi parar o legado de luta? O que aconteceu conosco? Onde foi a nossa coragem? Parece que fomos massificados pela mídia e submetidos a julgamentos consumistas.
Veja o vídeo, essa é a verdade embargada em nossa garganta.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Jornal da Janela


O motivo

No ano em que se comemorava os 150 anos da imprensa no Brasil, surge, na cidade mineira de São João del Rei, um veículo de comunicação com uma roupagem bem diferente da tradicional. Tratava-se do “Jornal do Poste”. Idealizado pelo são-joanense João Lobosque Neto, também conhecido como Joanino Lobosque, o “Jornal do Poste” teve como inspiração a figura de Dona Adelina Corroti que, no princípio do século XX, tinha por hábito escrever fatos da sociedade em folhas soltas e pendurá-las nos postes da cidade. (...)Lembrei-me do Jornal de S. J. Del Rey e como estava construindo um blog, pensei em janela . Na verdade vieram à tona várias idéias. A janela é uma entrada sem permissão, do sol, da brisa e até do ladrão. É um local onde, em construção, se colam jornais que ninguém leu ou que já leu e passou para frente.Assim é o Jornal da Janela, permite palavras, opiniões, que alguns vão ler ou jogar fora.Sejam bem-vindos!